Redação para Concursos

12 erros que mais tiram pontos na redação de concurso — e como evitá-los

Conheça os erros mais comuns que podem reduzir sua nota na redação de concurso e veja como evitar falhas de comando, estrutura, argumentação, linguagem e revisão.

Por Equipe Editaly17 min de leitura • 11 de agosto de 2026
12 erros que mais tiram pontos na redação de concurso — e como evitá-los

Você pode escrever um texto gramaticalmente correto e ainda perder muitos pontos em uma prova discursiva.

Isso acontece porque a correção não costuma depender apenas de ortografia, concordância e pontuação. O candidato também precisa atender ao comando, desenvolver as ideias com profundidade, organizar o raciocínio, respeitar o formato exigido e seguir as regras específicas do edital.

Alguns erros são fáceis de perceber. Uma palavra escrita incorretamente, por exemplo, pode ser identificada durante a revisão.

Outros são muito mais perigosos porque passam despercebidos por quem escreveu.

O candidato conhece o tema, produz um texto aparentemente organizado e termina a prova com a sensação de que foi bem. Depois, descobre que deixou de responder a um dos itens do comando, repetiu o mesmo argumento em dois parágrafos ou utilizou uma estrutura incompatível com aquilo que a banca pediu.

Neste guia, você verá 12 erros que podem prejudicar uma redação de concurso, entenderá por que cada um deles é problemático e aprenderá como reduzi-los nos próximos treinos.

O impacto de cada erro depende dos critérios da banca e do edital. Por isso, nenhuma lista genérica substitui a leitura das regras específicas do concurso que você pretende fazer.

Se você ainda está começando, consulte também nosso guia completo de redação para concursos públicos.

Uma dificuldade importante é que nem sempre conseguimos enxergar todos os problemas no próprio texto. Como sabemos o que pretendíamos dizer, podemos completar mentalmente explicações que não ficaram claras no papel.

É justamente por isso que uma segunda análise pode ser útil durante o treinamento. No Editaly, você pode enviar sua redação, escolher a banca ou adicionar o edital do concurso e receber uma avaliação estruturada dos critérios identificados para aquela prova.

Antes de tudo: o que realmente faz uma redação perder pontos?

Não existe uma única resposta válida para todos os concursos.

Uma banca pode atribuir maior peso ao domínio do conteúdo. Outra pode separar claramente conteúdo e domínio linguístico. Há provas em que o atendimento a itens específicos do comando representa grande parte da pontuação, enquanto outras adotam uma avaliação mais global da produção.

Por isso, pense em camadas de avaliação.

Uma redação pode apresentar problemas em:

Comando

O candidato respondeu exatamente ao que foi solicitado?

Conteúdo

As informações apresentadas são pertinentes, suficientes e corretas?

Estrutura

O raciocínio foi organizado de maneira clara?

Argumentação

As afirmações foram desenvolvidas e sustentadas?

Linguagem

O texto apresenta clareza, coesão e domínio da norma-padrão?

Regras formais

Foram respeitados:

  • gênero;

  • limite de linhas;

  • folha correta;

  • regras de identificação;

  • demais instruções do edital?

Essas dimensões podem receber nomes e pesos diferentes em cada processo seletivo.

É por isso que uma frase como:

“Esse erro sempre tira dois pontos.”

deve ser vista com desconfiança.

Sem consultar os critérios daquele concurso, não há como afirmar isso com segurança.

Uma redação pode perder pontos em diferentes camadas.

1. Não responder a todos os itens do comando

Esse é um dos erros mais perigosos porque o candidato pode produzir um texto bom e ainda assim entregar uma resposta incompleta.

Considere este comando fictício:

Analise duas causas do problema e apresente uma consequência de cada uma.

Temos quatro tarefas:

  1. causa 1;

  2. consequência da causa 1;

  3. causa 2;

  4. consequência da causa 2.

Agora imagine que o candidato escreva dois excelentes parágrafos explicando as causas, mas não apresente nenhuma consequência.

Ele conhecia o assunto.

Argumentou.

Escreveu corretamente.

Mas não cumpriu integralmente a tarefa.

Por que isso acontece?

Normalmente porque o candidato lê o enunciado buscando apenas o tema principal.

Ele percebe:

“Preciso falar sobre as causas.”

e começa a escrever.

Só depois percebe que havia outra exigência.

Como evitar

Antes de escrever, transforme o comando em checklist.

Por exemplo:

✓ causa 1
✓ consequência 1
✓ causa 2
✓ consequência 2

Só comece a redação quando conseguir identificar todas as tarefas.

Também vale destacar os verbos do comando:


  • analise;


  • compare;


  • justifique;


  • apresente;


  • explique;


  • proponha.

Cada verbo indica uma ação que precisa aparecer na resposta.

No nosso artigo sobre redação dissertativa-argumentativa para concurso, mostramos passo a passo como transformar o comando em um roteiro antes de começar a introdução.

Um bom texto ainda pode ser uma resposta incompleta.

Esse é justamente um tipo de problema que pode passar despercebido quando você revisa apenas gramática.

Ao enviar o edital e a redação ao Editaly, a análise pode utilizar as exigências identificadas para aquela prova como referência do treinamento.

A ideia não é substituir a banca oficial, mas ajudar você a descobrir antes da prova se costuma deixar partes do comando pelo caminho.

2. Fugir ou tangenciar o tema

Fuga e tangenciamento não são exatamente a mesma coisa.

Fuga ao tema

O texto abandona o núcleo da proposta.

Exemplo:

Tema:

obstáculos à inclusão digital nos serviços públicos.

O candidato passa a maior parte da redação falando sobre:

perigos das redes sociais para adolescentes.

Existe uma relação com tecnologia, mas não com o problema solicitado.

Tangenciamento

O texto permanece próximo ao assunto, mas aborda apenas uma parte periférica ou não responde ao recorte principal.

Por exemplo:

Tema:

obstáculos à inclusão digital nos serviços públicos.

O candidato escreve apenas sobre:

importância da tecnologia na sociedade.

Ele não saiu completamente do universo digital, mas deixou de discutir os obstáculos ao acesso aos serviços públicos.

Essa diferença é importante porque critérios de correção podem tratar respostas completas, parciais ou completamente afastadas da proposta de maneiras diferentes.

Como evitar

Separe três coisas:

Tema amplo

Inclusão digital.

Recorte

Inclusão digital no acesso aos serviços públicos.

Tarefa

Discutir obstáculos.

Depois de cada parágrafo, pergunte:

Este trecho ajuda a responder exatamente a esse recorte?

Se a resposta for “mais ou menos”, existe risco de tangenciamento.


3. Usar uma estrutura incompatível com a prova

Aprender uma estrutura é útil.

Transformá-la em um molde universal é perigoso.

Muitos candidatos aprendem:

introdução + desenvolvimento 1 + desenvolvimento 2 + conclusão com proposta de intervenção.

E passam a utilizar essa sequência em qualquer prova.

Mas concursos podem cobrar:

  • dissertação;

  • questão discursiva;

  • estudo de caso;

  • parecer;

  • peça técnica;

  • resposta objetiva;

  • análise de situação.

Imagine uma questão que peça:

Cite três princípios e explique a aplicação de cada um.

Uma longa contextualização e uma conclusão de cinco linhas podem ocupar espaço que deveria ser usado para responder aos três princípios.

Como evitar

A ordem correta é:

formato → comando → estrutura.

E não:

estrutura decorada → tentativa de encaixar o comando.

Antes de escrever, pergunte:

  1. qual é o gênero?

  2. quantos itens existem?

  3. qual é o espaço?

  4. que tipo de resposta está sendo pedido?

Se a prova for realmente dissertativo-argumentativa, nosso guia Redação dissertativa-argumentativa para concurso: como fazer passo a passo mostra uma estrutura completa com tese, argumentos e conclusão.

4. Fazer uma introdução enorme e deixar pouco espaço para o desenvolvimento

Esse erro aparece muito em candidatos que acreditam que uma boa redação precisa começar com uma contextualização sofisticada.

O resultado pode ser algo assim:

Introdução: 10 linhas
Desenvolvimento 1: 6 linhas
Desenvolvimento 2: 5 linhas
Conclusão: 2 linhas

A introdução consome quase metade da prova.

Só que, em muitos textos, é no desenvolvimento que o candidato:


  • apresenta conteúdo;


  • explica conceitos;


  • responde aos tópicos;


  • desenvolve argumentos;


  • demonstra domínio.

Por que introduções ficam tão longas?

Normalmente por causa de:


  • contextualização histórica desnecessária;


  • citações;


  • definições óbvias;


  • frases genéricas;


  • repetição do tema;


  • tentativa de “encher” o texto antes de chegar ao ponto.

Exemplo:

Desde os primórdios da humanidade, diferentes transformações modificaram a maneira como as sociedades se organizam, de modo que, ao longo dos séculos...

Em uma prova de poucas linhas, você já gastou muito espaço sem responder nada.

Como evitar

Pense na introdução como uma ponte.

Ela precisa levar o leitor ao desenvolvimento.

Pergunte:

Qual é o mínimo necessário para apresentar o recorte e a direção do texto?

Depois avance.

Não existe quantidade universal de linhas para a introdução. O importante é que ela seja proporcional ao espaço e à complexidade do comando.


5. Afirmar sem argumentar

Esse é um dos problemas que mais deixa uma redação superficial.

Observe:

A educação é muito importante para a sociedade.

A frase não está errada.

Mas argumentativamente ela faz pouco.

Pergunte:

Por quê?

Como?

Com qual consequência?

Em que contexto?

Uma versão desenvolvida seria:

A ampliação do acesso à educação pode reduzir desigualdades ao aumentar as oportunidades de qualificação e inserção profissional de grupos historicamente vulneráveis.

Agora temos:

ideia

Educação reduz desigualdade.

como

Ampliação de acesso.

mecanismo

Maior qualificação.

consequência

Mais oportunidades profissionais.

Um método simples

Quando encontrar uma afirmação importante no seu texto, pergunte:

Como?

Por quê?

Com qual consequência?

Se o parágrafo não responde a nenhuma dessas perguntas, talvez o argumento ainda esteja raso.

Afirmar não é o mesmo que argumentar.

6. Repetir o mesmo argumento em dois parágrafos

Uma dissertação precisa apresentar progressão.

Isso significa que cada parte deve acrescentar algo.

Imagine:

Desenvolvimento 1

A falta de acesso à internet impede que várias pessoas utilizem serviços digitais.

Desenvolvimento 2

Além disso, muitas pessoas não conseguem acessar serviços digitais porque não possuem internet.

São praticamente o mesmo argumento.

Trocar algumas palavras não cria uma nova ideia.

O que seria progressão?

D1:

infraestrutura de acesso.

D2:

dificuldade de utilização das plataformas.

Agora temos duas dimensões diferentes do mesmo problema.

Outro exemplo:

D1:

falta de formação profissional.

D2:

ausência de oportunidades de contratação.

As ideias podem estar relacionadas, mas cumprem funções diferentes.

Como evitar

Antes de escrever, atribua um nome a cada parágrafo.

Por exemplo:

D1 = acesso
D2 = capacitação

Se os dois nomes forem praticamente iguais, revise o planejamento.

Também pergunte:

O que o segundo parágrafo acrescenta que o primeiro ainda não explicou?

Se você não consegue responder, há risco de repetição.

Você consegue enxergar os erros que se repetem no seu texto?

7. Usar repertório apenas para parecer sofisticado

Repertório pode enriquecer uma redação.

Mas não é enfeite.

Um dos erros comuns é decorar:

  • filósofos;

  • sociólogos;

  • citações;

  • leis;

  • dados;

  • acontecimentos;

e tentar inserir alguma referência em qualquer tema.

Isso cria situações como:

Conforme dizia determinado filósofo, a sociedade precisa...

seguido por uma relação frágil com o argumento.

O problema do repertório decorado

Ele pode:

  • ocupar espaço;

  • interromper o raciocínio;

  • parecer artificial;

  • estar incorreto;

  • ser atribuído à pessoa errada;

  • não demonstrar conhecimento real.

Uma citação não aumenta automaticamente a qualidade.

Quando usar

Pergunte:

Se eu retirar essa referência, meu argumento perde força?

Se a resposta for não, talvez ela seja desnecessária.

Exemplo funcional:

A Constituição estabelece determinado princípio, o que ajuda a demonstrar por que...

Nesse caso, a referência serve ao argumento.

Exemplo decorativo:

Como dizia Sócrates, “...”

e depois o texto segue sem explicar a relação.

Não serve.

Não invente dados

Evite frases como:

“Segundo pesquisas, 87% da população...”

se você não tem segurança sobre:

  • fonte;

  • ano;

  • população estudada;

  • dado correto.

Um raciocínio sólido sem número inventado é muito mais seguro.


8. Usar conectivos sem respeitar a relação entre as ideias

Conectivos ajudam a tornar as relações explícitas.

Mas precisam representar aquilo que realmente está acontecendo.

“Portanto”

Indica conclusão ou consequência.

Ruim:

A educação é importante. Portanto, muitas escolas possuem professores.

Não existe uma relação conclusiva clara.

“Entretanto”

Expressa contraste.

Ruim:

A tecnologia trouxe mudanças. Entretanto, também modificou o trabalho.

As duas ideias não necessariamente se opõem.

“Além disso”

Adiciona uma informação.

Pode funcionar, mas usar:

Além disso...

em todos os parágrafos transforma o texto em uma lista pouco articulada.

Como evitar

Em vez de decorar conectivos, decore relações:

Adição

Qual outra ideia estou acrescentando?

Contraste

O que está se opondo?

Causa

Por que algo aconteceu?

Consequência

O que resultou disso?

Exemplificação

Que situação demonstra essa afirmação?

A palavra vem depois da relação.


9. Escrever períodos longos demais

Períodos longos não são automaticamente errados.

O problema surge quando o candidato tenta colocar muitas ideias dentro da mesma frase e perde o controle da estrutura.

Exemplo:

A digitalização dos serviços públicos, que se expandiu nos últimos anos e trouxe diferentes possibilidades para os cidadãos que precisam realizar procedimentos de maneira remota, considerando também as dificuldades relacionadas ao acesso à internet, que ainda afetam parte significativa da população e que precisam ser enfrentadas pelo poder público, representa uma transformação relevante.

Ao chegar ao final, talvez você já tenha esquecido onde a frase começou.

Riscos de períodos excessivamente longos

  • concordância;

  • pontuação;

  • referência pronominal;

  • repetição;

  • ambiguidade;

  • perda de clareza.

Melhor

A digitalização dos serviços públicos ampliou as possibilidades de atendimento remoto. Entretanto, parte da população ainda enfrenta dificuldades de acesso à internet, o que limita os benefícios dessa transformação. Por isso, a expansão das plataformas precisa ser acompanhada por políticas de inclusão digital.

Três frases.

Uma ideia em cada etapa.

Muito mais controlável.

Como identificar

Durante a revisão, encontre frases que:

  • ocupam muitas linhas;

  • possuem muitas vírgulas;

  • contêm várias orações;

  • precisam ser relidas para compreender.

Teste dividi-las.

Se o sentido melhorar, mantenha a versão menor.


10. Ignorar o limite de linhas e outras regras da folha

Você pode escrever uma ótima resposta e ainda criar problemas ao ignorar regras formais.

Dependendo do edital, existem exigências sobre:

  • quantidade mínima de linhas;

  • quantidade máxima;

  • local da resposta;

  • folha definitiva;

  • identificação;

  • rasuras;

  • instrumento de escrita;

  • transcrição.

Em algumas provas, tudo o que ultrapassa o limite pode ser desconsiderado.

Em outras, escrever abaixo de uma extensão mínima pode gerar consequência específica.

Como evitar

Antes do dia da prova, descubra:

  • quantas linhas existem;

  • qual é o mínimo;

  • qual é o máximo;

  • o que acontece se ultrapassar;

  • se o rascunho é corrigido;

  • quais sinais de identificação são proibidos.

E treine nessas condições.

Não escreva sempre no computador sem limite e espere descobrir no dia da prova se consegue condensar tudo em 20 ou 30 linhas.

Planeje o espaço

Se existem quatro tópicos, todos precisam caber.

Distribua as linhas antes de começar.


11. Revisar apenas a gramática

Quando termina uma redação, muita gente começa procurando:

  • vírgulas;

  • acentos;

  • concordância;

  • ortografia.

Isso é importante.

Mas existe uma pergunta muito mais urgente:

Eu respondi tudo?

Imagine que você encontre três vírgulas problemáticas, corrija todas e entregue.

Mas esqueceu completamente um dos itens do comando.

Sua revisão melhorou detalhes linguísticos enquanto deixou passar um problema estrutural.

Faça a revisão em camadas

Uma ordem prática é:

1. Comando

  • respondi tudo?

  • respeitei o gênero?

  • permaneci no recorte?

2. Conteúdo

  • apresentei informações realmente relevantes?

  • expliquei os pontos principais?

3. Estrutura

  • cada parágrafo possui uma função?

  • existe progressão?

4. Argumentação

  • as afirmações foram desenvolvidas?

  • mostrei causas, consequências ou fundamentos?

5. Linguagem

Agora procure:

  • ortografia;

  • concordância;

  • regência;

  • pontuação;

  • repetições;

  • construções confusas.

Dessa maneira, você revisa primeiro aquilo que pode comprometer a resposta inteira.

Revisar não é apenas procurar erros de português.

12. Receber a correção e repetir o mesmo erro no próximo texto

Você terminou a redação.

Recebeu uma correção detalhada.

Leu.

Concordou.

Arquivou.

E começou outra redação.

Esse processo parece produtivo, mas existe uma etapa faltando:

aplicar o feedback.

Imagine que a correção diga:

Seus parágrafos apresentam afirmações relevantes, mas raramente desenvolvem consequências.

Se você simplesmente escolhe outro tema e começa novamente, pode repetir exatamente o mesmo padrão.

Transforme erro em prioridade

Faça:

Erro

Argumentos superficiais.

Prioridade

Desenvolver consequências.

Exercício

Pegue cinco afirmações e escreva uma consequência para cada uma.

Reescrita

Refaça o pior parágrafo.

Novo texto

Observe especificamente esse critério.

Agora a correção afetou o comportamento.

Uma correção não deveria terminar na nota

Ela deveria terminar com:

O que vou fazer diferente no próximo treino?

No nosso guia sobre como estudar redação para concursos, mostramos justamente como encaixar correção e reescrita em um ciclo semanal de treinamento.

Quais erros podem zerar uma redação de concurso?

Essa pergunta exige cuidado.

A resposta correta é:

depende do edital.

Não existe uma única lista válida para todas as provas.

Dependendo do concurso, podem existir hipóteses relacionadas a:

  • fuga total ao tema;

  • texto em branco;

  • identificação indevida;

  • gênero incompatível;

  • quantidade insuficiente de linhas;

  • escrita fora do espaço indicado;

  • ausência de texto na folha definitiva;

  • outros descumprimentos específicos.

Mas nunca presuma.

O seu edital deve informar:

  • situações de nota zero;

  • critérios de eliminação;

  • exigências formais.

Uma determinada banca ter zerado uma redação por uma condição em outro concurso não significa que aquela regra seja automaticamente idêntica no seu.

Crie uma lista de “erros fatais”

Quando começar a estudar um concurso, faça uma seção específica na sua ficha:

O QUE PODE ZERAR OU ELIMINAR MINHA DISCURSIVA?

Copie as regras do edital.

Leia novamente na semana da prova.

Esse pequeno cuidado pode evitar erros completamente desnecessários.


Checklist de revisão para não perder pontos

Antes de entregar a redação, passe por este checklist.

COMANDO

  • Respondi a todos os itens?

  • Atendi aos verbos?

  • Cumpri a tarefa completa?

TEMA

  • Permaneci no recorte?

  • Algum parágrafo se afastou?

CONTEÚDO

  • Apresentei informações relevantes?

  • Evitei preencher espaço com generalizações?

  • Os conceitos estão corretos?

ESTRUTURA

  • Cada parágrafo possui uma função?

  • Existe progressão?

  • A conclusão fecha o raciocínio?

ARGUMENTAÇÃO

  • Expliquei as principais afirmações?

  • Mostrei causas, consequências, exemplos ou fundamentos?

  • D1 e D2 realmente são diferentes?

LINGUAGEM

  • Revisei ortografia?

  • Concordância?

  • Regência?

  • Pontuação?

  • Repetições?

  • Períodos longos?

REGRAS DA PROVA

  • Respeitei o limite?

  • Usei o local correto?

  • Evitei identificação indevida?

  • Segui as instruções da folha?

Faça essa primeira revisão sozinho.

Depois, se quiser uma segunda análise durante o treinamento, você pode enviar a redação ao Editaly e verificar os critérios avaliados, os erros identificados e as prioridades sugeridas para o próximo texto.

Como descobrir quais erros você mais comete

Você provavelmente não comete os 12 erros com a mesma frequência.

Por isso, tentar “melhorar tudo” ao mesmo tempo não é eficiente.

Crie um histórico.

Redação

Principal problema

Critério

Próximo treino

1

Omissão de item

Comando

Checklist antes da escrita

2

Argumentos genéricos

Argumentação

Causa e consequência

3

D1 e D2 repetidos

Estrutura

Planejamento

4

Períodos longos

Linguagem

Divisão de frases

Depois de cinco ou dez redações, observe:

  • qual erro apareceu mais?

  • qual parece ter maior impacto?

  • qual já melhorou?

  • qual continua voltando?

Seu treinamento passa a ser orientado por evidência.

Não tente corrigir cinco problemas de uma vez

Suponha que uma redação apresente:

  • introdução longa;

  • dois erros de concordância;

  • argumentos superficiais;

  • conclusão boa;

  • comando completo.

Você poderia definir:

Prioridade principal: argumentação.

E secundária:

reduzir introdução.

No treino seguinte, monitore especificamente esses aspectos.

Depois avance para outros.

No Editaly, a lógica da correção deve servir exatamente para isso: transformar o resultado em prioridades para o próximo treino, e não apenas entregar uma nota isolada.

Não corrija um erro para esquecê-lo no dia seguinte.

Perguntas frequentes sobre erros na redação de concurso

Erro de português tira muitos pontos?

Pode tirar, mas o impacto depende dos critérios da prova.

Algumas avaliações atribuem um peso específico ao domínio linguístico. Outras combinam esse critério com conteúdo, estrutura ou conhecimento técnico.

Consulte o edital.

Quantos erros de português posso cometer?

Não existe um número universal de erros “permitidos”.

A forma de contabilização varia entre bancas e concursos.

O mais seguro é descobrir como a avaliação linguística será realizada naquela prova.

Fuga ao tema e tangenciamento são iguais?

Não.

Na fuga, o texto abandona o núcleo do tema.

No tangenciamento, permanece próximo, mas não desenvolve adequadamente o recorte central.

A consequência específica depende dos critérios adotados.

Posso zerar por ultrapassar o limite de linhas?

Depende do edital.

Em alguns concursos, o trecho excedente é desconsiderado. Outras regras podem estabelecer consequências diferentes.

Verifique antes da prova.

Rasura tira ponto?

A existência de rasura, por si só, não possui uma regra universal válida para todos os concursos.

A preocupação principal deve ser manter a resposta legível e seguir as instruções da banca sobre correções na folha definitiva.

Letra feia tira ponto?

Não precisa ter caligrafia bonita.

Precisa ser legível.

Se uma palavra não pode ser compreendida pelo avaliador, isso pode prejudicar a leitura do conteúdo.

Treine manuscrito quando a prova também for manuscrita.

Repertório é obrigatório?

Não como regra geral para todos os concursos.

Se o seu argumento pode ser desenvolvido com clareza e conhecimento correto, uma citação famosa não é obrigatória.

Um erro na introdução compromete toda a redação?

Depende do erro.

Uma introdução genérica pode apenas enfraquecer o início.

Mas uma tese equivocada ou uma interpretação errada do comando pode afetar todo o desenvolvimento.

Como saber onde estou perdendo pontos?

Compare suas redações por critérios.

Não acompanhe apenas a nota total.

Observe:

  • comando;

  • conteúdo;

  • estrutura;

  • argumentação;

  • linguagem;

  • regras.

O critério que aparece repetidamente como problema merece prioridade.

IA pode ajudar a identificar erros?

Pode ser útil como ferramenta de treinamento, especialmente para fornecer uma segunda leitura rápida e organizada.

Mas a IA não representa a banca oficial e não pode garantir a nota que será atribuída no concurso.

No Editaly, a proposta é utilizar a banca ou o edital do concurso para tornar a análise do treino mais contextualizada.

Não descubra seus erros só depois da prova.

O objetivo não é escrever sem errar — é parar de repetir os mesmos erros

Nenhum candidato precisa esperar produzir um texto perfeito para começar a evoluir.

Erro faz parte do treino.

O problema aparece quando você:

escreve → erra → recebe correção → começa outro texto → repete.

Um processo mais útil é:

escrever → identificar → compreender → corrigir → reescrever → testar novamente.

Comece pelo comando.

Antes da primeira frase, descubra exatamente o que precisa ser respondido.

Durante o planejamento, atribua uma função a cada parágrafo.

Enquanto escreve, não abandone afirmações importantes sem explicação.

Na revisão, confira primeiro conteúdo e atendimento ao comando. Só depois procure os problemas linguísticos.

E, principalmente, mantenha um histórico.

Depois de algumas redações, você deve ser capaz de responder:

Quais são os três erros que mais aparecem nos meus textos?

Quando conhece essa resposta, sua preparação deixa de ser genérica.

Você não está mais simplesmente “estudando redação”.

Está trabalhando em problemas específicos.

Se quiser fazer esse diagnóstico com uma segunda análise durante os seus treinos, você pode enviar sua redação ao Editaly, selecionar a banca ou adicionar o edital do concurso e receber uma avaliação com nota estimada, critérios analisados, erros identificados e prioridades de melhoria.

Pronto para praticar?

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